HARDWARE: AINDA UMA BOA OPÇÃO DE CARREIRA NO MERCADO DE TI?

Dentre as diversas possibilidades de trabalho dentro da TI, especializar-se em hardware foi uma boa opção durante muito tempo. O profissional de hardware destacava-se dentre os demais por compreender e ter a capacidade de consertar a parte física da computação. A popularização dos computadores e do uso da internet, a queda nos preços e os lançamentos seguidos de novas tecnologias causaram uma banalização do termo hardware, o que antes simbolizava um dos profissionais mais requisitados da área de TI, hoje, por vezes, acaba por não ser tão lembrado.

Será que esta é uma área ou profissão com menos importância nos dias de hoje? Vamos ver alguns pontos que poderão esclarecer dúvidas.

Imagem via Shutterstock

O profissional de hardware

O profissional de hardware, que pode ser tanto um analista, técnico ou engenheiro, é o profissional que está habilitado para compreender o funcionamento dos diferentes tipos de equipamentos e as corretas aplicações em cada situação ou necessidade, além de realizar reparos e adaptações em equipamentos computacionais, onde estão incluídos desde computadores pessoais até mesmos grandes servidores em data centers.

O profissional especializado em hardware atua na parte eletrônica da computação, preparando o equipamento para que os analistas de suporte e programadores possam desempenhar seus papéis. Também necessita conhecer de programação e sistemas operacionais, pois em diversas ocasiões ele necessitará programar rotinas para um equipamento funcionar e instalar e configurar o sistema operacional para que, a partir daí, outros profissionais assumam. Além de que os sistemas operacionais oferecem ferramentas de diagnóstico e códigos de erro que indicam para estes profissionais qual problema ocorre com o equipamento.

Nas empresas, profissionais de hardware costumam desempenhar funções juntamente com a equipe de infraestrutura. Por muitas vezes analistas de infraestrutura desempenham também as funções de hardware, visto a proximidade com os equipamentos, trabalhando com redes, cabeamento e telefonia. Também são os responsáveis nas assistências técnicas para os reparos de computadores e equipamentos ligados a computação em geral.

A formação em hardware

Até o final dos anos 90, o profissional de hardware quase que invariavelmente migrava da eletrônica para a computação devido ao alto custo dos computadores e componentes para estes. Consertar era quase sempre melhor que substituir um componente, além de que os lançamentos de hardware e software eram mais demorados e mesmo com o avanço da tecnologia, antes da internet, tanto fazia ter um 386 ou um 486, pois o desempenho deles para o básico – como digitar textos e imprimir – era parecido.

O valor de um computador na metade dos anos 90 era muito alto, o suficiente para que poucas pessoas no Brasil tivessem interesse em adquirir um equipamento. E quando este apresentava problema, o custo de reparo era proporcionalmente alto, atraindo muitos profissionais para a área. Existiam poucos cursos específicos para hardware e estes tinham um valor elevado, o que causava também um valor elevado de mão de obra posteriormente. Sem internet a formação sempre dependia da leitura de muitos livros técnicos e manuais de uso dos equipamentos, além de uma maleta repleta de ferramentas e disquetes com drivers e softwares para reparo e diagnósticos de hardware. O próprio hardware era mais complexo de ser trabalhado. Até a metade dos anos 90 não existia plug and play, placas onboard e o principal facilitador: a Internet, que ainda engatinhava. Os consertos dependiam exclusivamente do conhecimento do técnico, o que novamente aumentava o valor da mão de obra.

A partir dos anos 2000, uma grande quantidade de cursos de hardware surgiram no mercado, devido principalmente à diminuição no custo dos computadores por conta do aumento da demanda e ampliação do acesso à Internet. No entanto, proporcionalmente a qualidade destes cursos diminuiu, focando cada vez mais na instalação do sistema operacional e menos na parte eletrônica, ensinando basicamente a encaixar peças e instalar o sistema operacional. Uma grande quantidade de profissionais inundou o mercado se dizendo técnicos de hardware, mas, no entanto, só sabiam encaixar componentes numa placa e instalar o sistema operacional, que é totalmente intuitivo e requer pouco ou nenhum conhecimento em eletrônica ou circuitos. Por conta disso os profissionais de formação acabaram sendo estereotipados por “técnicos encaixa peças”, e muitos procuraram outras colocações dentro da TI ou mesmo em outras áreas.

O mercado para o profissional em hardware

Apesar do que já foi dito sobre a banalização da profissão, o profissional em hardware ainda pode desfrutar de boas oportunidades no mercado de trabalho, basta que procure se especializar. O conhecimento de um profissional deve ir além do básico de encaixar peças e instalar sistemas operacionais. Deve-se procurar conhecer a parte eletrônica dos equipamentos. Da mesma forma que no passado os equipamentos de informática custavam caro hoje existem equipamentos ainda tão caros quanto, dependendo do foco de uso do mesmo. Um computador comprado numa loja de departamentos pode custar algumas centenas de reais, já uma workstation para uso profissional de edição de vídeo, por exemplo, tem um custo muito alto. Para se ter um  ideia, uma única placa de vídeo para uso profissional pode custar mais que um PC básico completo. E com certeza um computador deste porte não pode ter a manutenção realizada por alguém sem conhecimento sólido. O mesmo pode-se dizer de um servidor de rede, alguns custam milhares de reais. Uma configuração errada pode trazer muito prejuízo à empresa que contrata um profissional para o reparo deste equipamento. Além de outros equipamentos aos quais um profissional habilitado pode dar manutenção, como nobreaks e monitores de vídeo.

Hoje não basta “conhecer hardware”, o profissional precisa ser multifacetado. Conhecer também redes, telefonia e infraestrutura serão diferenciais para a carreira. Procurar certificações também é importante para se diferenciar num mercado cada vez mais concorrido.

Finalizando

Existe um bom mercado para o profissional em hardware, desde que ele seja muito bem qualificado. Certificações e conhecimentos em outras áreas podem agregar muito valor a este profissional, pois para que toda a computação aconteça, é preciso um equipamento em bom funcionamento e um profissional que tenha qualificação para isso.

Procure a formação adequada e necessária. Existem poucas escolas que oferecem treinamento profundo em hardware. Procure também estudos individuais para que, por meio do conhecimento, se destaque na profissão e não seja somente mais um no mercado.

Por: Onildo H. B. Filho para o http://www.profissionaisti.com.br

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